sexta-feira, 30 de março de 2012

Vazio VIII

Num oitavo nível de solidão
Encontra-se meu ser na escuridão
Engajado em perder-se no vão
Enquanto decifra o vazio em meu coração

Numa segurança importuna, num encontrão
Foge do mundo, da invasão
Do ácido sabor da solidão
Veste-se para cobrir o vazio com emoção

Pobre peça principal!
Mecanismo dependente de uma peça especial
Não trabalha de forma normal
Pobre mecanismo fatal...

Inconscientemente errado
Carregando oito fardos
Mecanismo enfermo, condicional
Dependente de uma estabilidade emocional

 Subiu meu ser ao oitavo andar
Vazio com base secular
Contemplando um abismo atractivo ao seu olhar
Sente o ilusionismo criado pelo luar

Inspira-se meu ser na queda livre do altar
Parado no tempo, nas alturas do oitavo andar
Engole minha garganta a tristeza do andar oculto
Busca meu ser, explicação para tais vultos...

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