sexta-feira, 21 de março de 2014

A Alegria Do Meu Sorriso

Desde o dia em que nos conhecemos eu te disse que era alérgica à dona tecnologia. Eu amo a ideia de ter uma geleira com bebedor ou um televisor 3D mas mesmo assim, as vezes olho para as pessoas ao meu redor e vejo que estão cada vez mais distantes umas das outras e mais perto da tecnologia. Sinto que as vezes essa ''facilidade'' nas coisas, dificulta o relacionamentos entre os seres humanos. Sem contar que acabamos por adotar a preguiça como nossa fiel companheira e como tu sempre disseste: ''preguiça é mãe de todos os vícios.''
Gostaria que o mundo inteiro abrisse os olhos para isso. Por exemplo nós, sempre que estávamos juntos desligávamos os telefones ou metíamos no silêncio. Tenho tantas saudades das noites de cinema em casa... Quem diria que eu ia gostar tanto assim de filmes não é?
Hoje em dia consigo ver mais de três filmes por dia, até hoje The Proposal da Sandra Bullock é o meu filme favorito.
A primeira vez que vi estávamos juntos. Eu, chorona como sempre, quase que ensopava a tua t-shirt Branca dos Chigago Bulls de lágrimas. Agora vejo todos os filmes, desde os mais engraçados até aos mais românticos, nenhum filme é tão dramático quanto a tua ausência, nenhuma história é tão verídica, nem mais bonita do que a nossa; é como o teu sorriso.
Nenhum sorriso faz-me tão bem quanto o teu, nenhuma gargalhada me traz vivacidade como a tua. Ver-te sorrir é o meu entretenimento favorito e saber que o motivo sou eu, deixa-me nas nuvens. Quem é o motivo do teu sorriso agora, hoje?
Acordei a pensar nisso, na tua alegria que trazia sempre a minha alegria, a tua felicidade que acabava sempre por me embebedar também. O teu sorriso é tão contagiante, parece um canal de paz. Eu não sei, existe alguma coisa no teu riso que é tão genuína...
Só de saber que muitas vezes eu fui a razão pela qual tu sorriste, meu coração bate aceleradamente, corre em busca de jeitos e maneiras de te encontrar e te convencer que sem o teu sorriso, o meu é só uma junção de dentes numa boca aberta.
Não há luz, não há vida, desde o dia em que decidiste afastar a tua alegria da minha vida. Como poderei viver? Sabendo que hoje quem faz o teu sorriso não sou eu e existe uma outra pessoa te chamando de ''meu.''  Como não morrer? Se o desfalecer é parte do meu eu e não consigo mais fingir que a tua ida doeu.
Que as tuas coisas que ainda guardo me tragam mais um pouco de ti, que os sorrisos nas lembranças sequem os meus rios de lágrimas. Que as tristezas se percam nas memórias de felicidade e que a saudade seja suprida pelo muito de você que ainda existe em mim.

Karen K

Nenhum comentário:

Postar um comentário