quarta-feira, 30 de julho de 2014

Confusão

Se ao menos minha razão deixasse pintar a realidade,
Sairia triunfante com um produto da minha insanidade
Pois o que a vida real me apresenta difere muito da novela
E meu ser não aguenta ficar à deriva que nem um barco à vela

Preferia que me penetrassem as entranhas com ferro em brasa
Ao invés de ser levada pela ilusão de uma possível relação
Preferia que me dessem veneno de aranha e me cortassem as asas
Ao invés de ser jogada ao furacão de uma leve decepção

Procurava mais sentido nas acções e me esqueci de ouvir as falas
Mesmo aquelas que disseste com o teu olhar, só serviram para abrir alas
Então me perdi na ilusão do possível amar e me joguei sem pensar
Mas entendi a confusão que fiz e decidi simplesmente parar...

Um comentário:

  1. parar e sair do mundo das ilusões seria simples se o coração ouvisse a a voz da razão e cortasse os bracos da esperança de um final feliz.
    'E incrivel como encontro meus sentimentos expressos nos teus poemas.

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