terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Poeta

Escravo da inspiração diária
Que me encerra numa vida solitária
Enquanto minha angustia é arbitrária
Minha poesia, é minha penitenciária
Onde a tristeza de minha alma tem repousado
Onde eu corro com meus pés cansados
Para alcançar o que um dia já me foi dado...
Sou chamado  poeta pela sociedade
Pois escrevo versos segundo a minha capacidade
Consigo atingir os pontos mais fracos da realidade
Mas não passo de um sofredor com alguma serenidade
Não passo de um preso esfomeado
Que ouve as vozes de mestres mudos inconsoláveis
Falando de alegria, ciência ou pecado
Brotando em mim pensamentos questionáveis
Um tal dito poeta por formar algumas rimas
Um mero humano que sabe embalar nos ritmos
Com palavras sérias com revolta ou carisma
Combinadas no universo do meu íntimo
E todos me chamam de poeta com entusiasmo
Eu os agradeço, sem deixar escapar meu sarcasmo
Chamam de poesia o que eu chamo de desabafos
Sem alegria, apenas ousadia com algum orgasmo...

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