Estava olhando para o meu reflexo no espelho, enquanto fazia o meu cabelo. O mesmo velho penteado, um rabo de cabelo com poucas madeixas loiras e dois ganchos em cada lado para prender melhor o cabelo curto.
A imagem do espelho as vezes parece o reflexo de uma pessoa nauseada pela conformidade de um ser que não busca novos horizontes. Sim, eu sei que sou assim, mas existe uma parte de mim que não quer deixar de existir, não quer parar de viver no conforto do conformismo porque a ideia de mudança é tão aterradora quanto o fim do mundo.
As vezes deixo-me levar pelos meus pensamentos e imagino como a minha vida teria sido diferente se eu tivesse um outro corte de cabelo, se eu fizesse uma tatuagem, ou se fizesse um piercing no umbigo. Me pergunto que oportunidades teria se pelo menos começasse a ser mais ousada no meu dia-à-dia, não digo ser sensual ou sedutora, muito menos vulgar. Falo de uma ousadia inteligente, de uma audácia natural, como daquelas mulheres que roubam a cena em qualquer espaço, em frações de segundos, com apenas uma palavra ou até mesmo com o olhar.
Sempre quis ser uma mulher que vive além das expectativas humanas, que chega ao extremo de qualquer situação e ultrapassa qualquer limite imposto; uma mulher que quebra recordes toda vez que acorda e não tem medo de errar ou de cair porque vive no lado perigoso da vida.
Encontro-me sempre perdida em pensamentos de como teria sido a novela da minha vida se ao menos eu tivesse mudado alguma coisa em mim; se negasse os problemas e o caos que a vida oferece todos os dias... Meu reflexo diz-me tanta coisa, vejo a minha pessoa enterrada num abismo de insegurança onde uma possível ressurreição seria a mudança.
Aida Celeste
A imagem do espelho as vezes parece o reflexo de uma pessoa nauseada pela conformidade de um ser que não busca novos horizontes. Sim, eu sei que sou assim, mas existe uma parte de mim que não quer deixar de existir, não quer parar de viver no conforto do conformismo porque a ideia de mudança é tão aterradora quanto o fim do mundo.
As vezes deixo-me levar pelos meus pensamentos e imagino como a minha vida teria sido diferente se eu tivesse um outro corte de cabelo, se eu fizesse uma tatuagem, ou se fizesse um piercing no umbigo. Me pergunto que oportunidades teria se pelo menos começasse a ser mais ousada no meu dia-à-dia, não digo ser sensual ou sedutora, muito menos vulgar. Falo de uma ousadia inteligente, de uma audácia natural, como daquelas mulheres que roubam a cena em qualquer espaço, em frações de segundos, com apenas uma palavra ou até mesmo com o olhar.
Sempre quis ser uma mulher que vive além das expectativas humanas, que chega ao extremo de qualquer situação e ultrapassa qualquer limite imposto; uma mulher que quebra recordes toda vez que acorda e não tem medo de errar ou de cair porque vive no lado perigoso da vida.
Encontro-me sempre perdida em pensamentos de como teria sido a novela da minha vida se ao menos eu tivesse mudado alguma coisa em mim; se negasse os problemas e o caos que a vida oferece todos os dias... Meu reflexo diz-me tanta coisa, vejo a minha pessoa enterrada num abismo de insegurança onde uma possível ressurreição seria a mudança.
Aida Celeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário