São 1:26 da manhã, hoje passei o dia todo na cama, enrolada nos edredões, perdida nas almofadas, imaginando como teria sido o meu dia com você nas cobertas comigo.
Podíamos passar o dia todo a ouvir Djavan ou quem sabe Euclides Da Lomba, podíamos até variar entre André Minhas e Tracy Chapman.
Imaginei-te do meu lado rindo do meu cabelo despenteado e roendo as unhas enquanto assistíamos um filme. Me imaginei perto de ti, encostada a ti, presa a ti, sim, colada a ti... Tentei te encontrar nas minhas fantasias enquanto sonhava acordada com a tua volta. Preenchi o meu dia com sono, sonhos e gelado; preenchi a minha saudade com a simples vontade de te ter do meu lado.
De voltar a viver com mais intensidade tudo que um dia vivemos, respirar ares que jamais respiramos e voar, além dos limites da compreensão humana, simplesmente para alcançar a nossa felicidade.
Ah sei lá, meus edredões ainda têm o teu cheiro, as almofadas da minha casa ainda exalam o aroma do teu gel de banho, mas o pior de todos os rastos da tua presença, é o efeito colateral que a tua ausência tem sobre mim. Meu coração ainda implora por ti em cada batimento cardíaco, se imprimissem um gráfico dos meus batimentos, certamente que escreveria o teu nome ou desenharia o teu rosto, porque até o meu paladar ainda vive o teu gosto.
Acabei de olhar para o candeeiro branco em cima da banca, decidi apagar a luz. Quando voltei a acender percebi que a luz dele faz toda a diferença, tal como a tua presença em minha vida.
Por favor volta! Não por mim, nem por ti, mas por nós como um todo. Pelo nosso mundo, pela nossa vida, pelas nossas risadas e gargalhadas, pelo nosso amor e até pela nossa dor...
Tudo que é nosso e que tem uma essência diferente, tudo que tem você que tem alegria, tem cor, tem fantasia, tem calor. Tudo que tem um pouco de mim, tem você! Porque desde o dia em que eu bebi de ti e me embriaguei nesse amor, deixei de ser eu, só para te chamar de meu.
Karen K
Karen K
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