terça-feira, 9 de setembro de 2014

Acabei de errar!

E agora? Deparei-me com a minha imagem no espelho e vi uma pessoa cheia de mecanismos de defesas e feitios perfeccionistas, pronta para julgar quem cometer um erro e apontar meu dedo, esquecendo que os outros quatros se viram contra mim.
A pior sensação é saber que um pedido de desculpa não sara as feridas da alma e não regenera a confiança, é nesse momento que quis uma máquina para recuar no tempo e simplesmente não ter cometido a besteira, mas uma vez cometido o erro, o que fazer?
Sempre recorri à lógica para qualquer situação mas sentimentos alheios não aliam à razão e nesse exacto momento, razão é definitivamente a única coisa que não tenho. Sempre defendi a ideia de que quem ama cuida, quem ama não fere; porque todas as vezes que me senti desvalorizada e ferida, não parei para analisar o outro lado da moeda.
Acho que é só a lei da vida se manifestando em minha pessoa, acabei de colher os dissabores que andei a plantar, as faltas de segundas oportunidades e a frieza que destilei toda vez que me magoassem. Uma bela reviravolta, agora eu me sinto envolvida num gelo, com gosto amargo de culpa, sendo destilado por um outro alguém. Alguém que jamais desejei magoar, aliás, só errei porque tinha receio de ferir um coração que eu sempre quis tão bem.
Filósofos, grandes escritores, cientistas e outras figuras importantes na história da humanidade já concordaram em dizer que o tempo é o melhor remédio. Francamente, nesse momento, toda teoria de cura interior, é bem vinda. Não para o meu ego, nem para o meu íntimo, mas para sanar e sarar a vácuo que eu mesma criei dentro da bendita frase ''foi sem querer.''

Arrependida,

Aida Celeste

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