sábado, 23 de janeiro de 2016

Eu Quero!

E mesmo sem querer eu sorri para ti, quando as palavras que saiam da tua boca me deixaram rouca, quase muda ao sentir o teu corpo a se aproximar ao meu, daquela forma absurda!
Espera aí, não foi isso que eu programei, não era assim que as coisas deviam estar a correr... Mas agora pouco importa porque eu já saboreei o pecado que vivia na tua língua ardente; já tenho o veneno deslizando meu corpo quente. Se é impulso, emoção ou instinto, eu não sei. Só sei que eu quero esse calor das tuas veias nas minhas paredes mais íntimas, quero me dar à embriaguez do teu ser, no imperdoável desejo do meu querer...
Sim eu quero! Quero escalar montanhas de prazer, desvendar tudo que há em ti, tudo que me deres para beber; quero estar na frente desse combate onde nossas almas fazem guerra, sentir todo e qualquer embate, como se fosse tremor de terra.
Quero me deixar levar até onde a imaginação pecaminosa me carrega; até onde vive o fogo que a tua excitação alberga.
Sim, eu quero! As tuas mãos cobrindo o meu corpo descoberto, e sentir que não estás de passagem nesse caminho que há muito, eu já havia aberto...

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