Caro Irónico, há muito que desejava ler ou talvez te ouvir me chamar de
amor, embora continue achando imprudente, porque agora vem do teu lado
do oceano, e não adianta dizer que isso deve-se à distância porque mesmo
quando te tive perto de mim, não abriste
mão de ser distante.
Não sei se chamaria de amor mas com certeza é um sentimento muito parecido a este, que sustentou as minhas esperanças de um possível "nós" que aos poucos foram se tornando pejorativas, no meu mais magoado ponto de vista.
Tantas vezes gritei por ti, com os meus olhos, atitudes e ousaria até dizer, com a minha alma; só para ver se despertavas e atendias a minha chamada. Inúmeras foram as vezes que me doei, te levando para passear nas profundezas das minhas tristezas e nas mais ofegantes alegrias, fui me entregando de forma doseada aos sussurros descuidados das nossas conversas que se adjectivavam "amigas" mas que lá bem no fundo sabíamos que era só o medo de sofrer a nos impedir de viver uma paixão que infelizmente começou a se tornar tortura.
Hoje, te lendo no sentido mais literário possível, pude perceber que afinal você sempre me percebeu, porque até os meus pensamentos mais sarcásticos vagueiam pela palma da tua mão e são tragos à clareza só com uma luz do teu olhar.
Sempre te disse que palavras não costumam me impressionar e indubitavelmente o teu vocabulário extenso apresentado na carta, não foi a excepção. Enquanto pude, falei! Quando achei que já não adiantava me declarar com as formas mais criativas possíveis, pura e simplesmente me calei. Não por orgulho ou porque surgiu um outro amigo em minha vida, mas porque o nó da tua ausência emocional me impedia de buscar mais meios de ter a alma partida.
Enfim, hoje só quis te deixar saber que agora pouco importa a vontade de voltar atrás, ainda que fossemos uma mistura homogénea, eu continuaria com a mesma resposta na ponta da língua, porque por mais que eu tenha desejado ter você só para mim, a inconstância do teu ser me fez parar de insistir na vontade de nos ter. E depois de tanto tempo de desespero, eu não podia imaginar que nesses acasos desprotegidos da tua memória, tu te lembrarias da nossa história e de coração aberto me desses o gostinho de te dizer que não podias estar mais certo.
Melhores cumprimentos de quem não te quer mais,
- Fulana.
mão de ser distante.
Não sei se chamaria de amor mas com certeza é um sentimento muito parecido a este, que sustentou as minhas esperanças de um possível "nós" que aos poucos foram se tornando pejorativas, no meu mais magoado ponto de vista.
Tantas vezes gritei por ti, com os meus olhos, atitudes e ousaria até dizer, com a minha alma; só para ver se despertavas e atendias a minha chamada. Inúmeras foram as vezes que me doei, te levando para passear nas profundezas das minhas tristezas e nas mais ofegantes alegrias, fui me entregando de forma doseada aos sussurros descuidados das nossas conversas que se adjectivavam "amigas" mas que lá bem no fundo sabíamos que era só o medo de sofrer a nos impedir de viver uma paixão que infelizmente começou a se tornar tortura.
Hoje, te lendo no sentido mais literário possível, pude perceber que afinal você sempre me percebeu, porque até os meus pensamentos mais sarcásticos vagueiam pela palma da tua mão e são tragos à clareza só com uma luz do teu olhar.
Sempre te disse que palavras não costumam me impressionar e indubitavelmente o teu vocabulário extenso apresentado na carta, não foi a excepção. Enquanto pude, falei! Quando achei que já não adiantava me declarar com as formas mais criativas possíveis, pura e simplesmente me calei. Não por orgulho ou porque surgiu um outro amigo em minha vida, mas porque o nó da tua ausência emocional me impedia de buscar mais meios de ter a alma partida.
Enfim, hoje só quis te deixar saber que agora pouco importa a vontade de voltar atrás, ainda que fossemos uma mistura homogénea, eu continuaria com a mesma resposta na ponta da língua, porque por mais que eu tenha desejado ter você só para mim, a inconstância do teu ser me fez parar de insistir na vontade de nos ter. E depois de tanto tempo de desespero, eu não podia imaginar que nesses acasos desprotegidos da tua memória, tu te lembrarias da nossa história e de coração aberto me desses o gostinho de te dizer que não podias estar mais certo.
Melhores cumprimentos de quem não te quer mais,
- Fulana.
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