Ainda consigo ver em ti a paz, branca como teu algodão
E meu amor por ti permanece intacto em meu coração
Mesmo a respirar ar civil da cidade iluminada
Consigo inalar o pó das tuas estradas
Ainda oiço o barulho das ondas que esbarram nos teus mares
E sinto falta da pureza que emites em teus ares
Ainda guardo na memória, tuas cubatas e tendas
Teus lutos, amargos choros e desgostos...
Não me esqueço das tuas impressionantes lendas
Muito menos do Jacaré que pagou impostos
Oh Angola, Angola
Longe de ti, não passo de um mero contratado
Canta meu íntimo tuas melodias, recorrendo ao passado
Ainda me lembro dos contos duvidosos sobre o macumbeiro
E da saborosa múcua produzida por teus enormes imbondeiros
Não me esqueço daqueles que fizeram de ti um paradeiro
Nem dos que te defenderam no lendário Quatro de Fevereiro
Ainda tenho em mim os teus misericordiosos prantos
Ainda vejo teus impiedosos temores
Sem pudor entoo teus harmoniosos cantos
Angola, amor dos amores...
Ainda inspiro teu afável cheiro
Mesmo estando no estrangeiro
Minha boca implora teu intenso tempero
Mesmo sentindo sabores de terceiros
Ainda vejo raiar teu sol único e especial
Sob os coqueiros que recusam a posição vertical
Produzindo um calor que torna teu clima tropical
Fazendo de ti, uma maravilha universal
Ainda me sinto criança
Oh mãe Angola, mulher de esperança
Ainda sinto teu aprazível aroma
Mesmo estando em Oklahoma
Assisto de longe teu diário progresso
Ansiosamente almejo meu regresso
Oh Angola, minha terra, meu berço
Oh Angola, beleza dos meus versos
Ainda oiço o ritmo forte das tuas batucadas
Consigo ouvir a tua sungura entusiasmada
Ainda existe no meu sangue, tua vivacidade explícita
A saudade e a vontade de dançar tua rebita
Ainda vejo o luto estampado na tua bandeira
E sinto a preocupação da aflita quitandeira
Ainda admiro com meus olhos tua esplêndida beleza
Mereces uma coroa, mulher da realeza
Angola, Angola, selvagem flor
Oh Angola, meu país, meu amor...
E meu amor por ti permanece intacto em meu coração
Mesmo a respirar ar civil da cidade iluminada
Consigo inalar o pó das tuas estradas
Ainda oiço o barulho das ondas que esbarram nos teus mares
E sinto falta da pureza que emites em teus ares
Ainda guardo na memória, tuas cubatas e tendas
Teus lutos, amargos choros e desgostos...
Não me esqueço das tuas impressionantes lendas
Muito menos do Jacaré que pagou impostos
Oh Angola, Angola
Longe de ti, não passo de um mero contratado
Canta meu íntimo tuas melodias, recorrendo ao passado
Ainda me lembro dos contos duvidosos sobre o macumbeiro
E da saborosa múcua produzida por teus enormes imbondeiros
Não me esqueço daqueles que fizeram de ti um paradeiro
Nem dos que te defenderam no lendário Quatro de Fevereiro
Ainda tenho em mim os teus misericordiosos prantos
Ainda vejo teus impiedosos temores
Sem pudor entoo teus harmoniosos cantos
Angola, amor dos amores...
Ainda inspiro teu afável cheiro
Mesmo estando no estrangeiro
Minha boca implora teu intenso tempero
Mesmo sentindo sabores de terceiros
Ainda vejo raiar teu sol único e especial
Sob os coqueiros que recusam a posição vertical
Produzindo um calor que torna teu clima tropical
Fazendo de ti, uma maravilha universal
Ainda me sinto criança
Oh mãe Angola, mulher de esperança
Ainda sinto teu aprazível aroma
Mesmo estando em Oklahoma
Assisto de longe teu diário progresso
Ansiosamente almejo meu regresso
Oh Angola, minha terra, meu berço
Oh Angola, beleza dos meus versos
Ainda oiço o ritmo forte das tuas batucadas
Consigo ouvir a tua sungura entusiasmada
Ainda existe no meu sangue, tua vivacidade explícita
A saudade e a vontade de dançar tua rebita
Ainda vejo o luto estampado na tua bandeira
E sinto a preocupação da aflita quitandeira
Ainda admiro com meus olhos tua esplêndida beleza
Mereces uma coroa, mulher da realeza
Angola, Angola, selvagem flor
Oh Angola, meu país, meu amor...
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